POSIÇÃO DO COZINHA DAS NUTRIS - GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA

O Guia Alimentar para a População Brasileira é um documento de extrema importância para a saúde dos brasileiros. O documento contém diversas informações a respeito da alimentação, fazendo sugestões de como manter uma alimentação adequada e equilibrada para indivíduos, famílias e comunidades, esclarecendo a diferença entre alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados, dando dicas de pratos e de preparações culinárias, entre outros. O objetivo de todas essas explicações realizadas pelo guia é compartilhar o conhecimento para que as pessoas criem autonomia para fazer boas escolhas e assim cuidar da saúde.





O Guia enfatiza que uma alimentação saudável é aquela que é diversificada e baseada em alimentos naturais, não se limita aos famosos produtos diet e light e não se resume à quantidade de calorias ingeridas. Ela envolve a qualidade e a procedência dos alimentos, bem como o seu modo de preparo e a combinação destes nas refeições. Além disso, o ato de comer vai muito além de uma necessidade fisiológica e da simples ingestão de nutrientes. O alimento possui relações culturais, sociais, econômicas, psicológicas e afins. Em uma era na qual os alimentos estão sendo transformados ou substituídos por cápsulas, também precisamos pensar nisso.


O documento aborda outros pontos como a preocupação em relação às formas de produção e de distribuição de alimentos e seu impacto no ambiente; a escolha, o armazenamento e a manipulação adequada dos alimentos.

A comensalidade também é exaltada no texto apontando a função social das refeições, a consciência e atenção dadas no momento das refeições, os ambientes apropriados e companhia durante a refeição.


O documento cita alguns obstáculos que os indivíduos podem encontrar em relação a informações errôneas sobre alimentação, tempo para planejamento e preparo de refeições, custo, oferta e publicidade de alimentos, bem como, habilidades culinárias que nem todos os indivíduos possuem, e apresenta sugestões de solução para cada empecilho.

. O Guia é um documento bom e abrangente, foi elaborado por um time de cientistas e especialistas da área e é referência mundial. Mas acreditamos que precisa de uma revisão em alguns aspectos, à luz da ciência e não do lobby da indústria.


Um dos pontos interessantes a destacar é em relação aos alimentos processados e ultraprocessados. Atualmente, eles têm substituído os alimentos in natura e minimamente processados. Por possuírem baixos níveis nutricionais, elevados teores de sódio, açúcar e/ou gorduras, podem acarretar diversos problemas à saúde, se consumidos em excesso. Todavia, a definição de ultraprocessados apresenta, do nosso ponto de vista, falhas muito fortes. Além disso, está bem claro no documento que não existe um alimento que tenha sozinho a capacidade de prejudicar a saúde humana, o que se deve prezar realmente é pelo equilíbrio de todos os nutrientes, mas não reduzir o alimento somente a isso. Nesse sentido, quando os processados e ultraprocessados são demonizados, eles excluem, por exemplo, todos os alimentos congelados e enlatados. Porém, existem alimentos enlatados e congelados que trazem praticidade e podem ajudar a complementar a alimentação de alguns indivíduos que têm pouco tempo para preparar suas refeições e, o mais importante, sem causar prejuízo à saúde. São exemplos desses alimentos grãos e legumes. Outro grupo que pela definição se enquadra em ultraprocessados são as fórmulas infantis. Porém, na impossibilidade do aleitamento materno, sua composição é mais adequada do que a do leite de vaca.


Há todo um significado subjetivo nas escolhas alimentares, que deve ser respeitado e adequado às condições de cada indivíduo, assim, os alimentos não devem ser simplesmente taxados como bons ou ruins.


Apesar disso, nos manifestamos contra a revisão do Guia proposta pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento que sugere que alimentos ultraprocessados sejam inócuos e que seu consumo não deva ser evitado.

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